
Hoje eu estava pensando que 99,99% de todos os problemas que arrumei nessa vida não eram meus... Por tomar partido, já bati de graça, apanhei de graça, perdi a cabeça... ah... esqueça.
O fato é que das pouquíssimas pessoas que fizeram isso por mim (leia-se, em defender contra tudo e todos quando realmente não deveriam fazer isso) foi um professor de redação do convênio.
Do meu lado em todos os momentos importantes bons ou ruins que se sucederam na minha vida no período de 2002 a 2004, ele me ensinou muito mais do que me expressar corretamente em 35 linhas, me deu apoio e lições de vida.
Hoje, eu estava num daqueles dias de dirigir sem rumo, pensar no ano que passou, meus erros, e tudo o que eu espero realizar nesse ano que entra.
E se eu me desligo um instante, os pneus do carro andam sozinhos até aquela esquina.
Rui Barbosa com a Nazaré. Apesar do novo prédio construído na esquina e de outras modificações ao longo desses 7 anos, eu ainda sinto o mesmo cheiro do pastel de queijo da Padaria Combate da José Malcher e do clima daquela noite de 2003.
Lembro da noite seguinte quando cheguei chorando na casa deste mesmo professor, chamaremos de Marcelo, contando o que havia acontecido, sem saber o rumo que minha vida tomaria depois dali.
Entrei de novo no carro e dirigi até a casa dele.
Não é a mesma casa de 7 anos atrás. Nem o mesmo endereço.
O abraço e o sorriso ao me ver sim, é o mesmo.
Quando contei pra ele do doutorado no Japão, ele riu.
"Teu dia continua tendo 36 horas, Allice..."
"48, eu acho...", ele ri.
"Não devias ter desistido da engenharia militar..."
"Eu sei... Mas eu desisti de tanta coisa, né Marcelo?"
E ele me olhou com os mesmos olhos de única pessoa que entende o que se passa na minha cabeça... desde 2003. O único que nunca me julgou, que nunca me achou fraca, nem desistiu de mim.
"Marcelo, eu nunca te agradeci..."
"Pelo quê, Allice?"
Na minha carteira, sempre comigo, uma redação de 6 anos atrás, uma confissão de uma menina de 17 anos que tinha fugido da prova do ITA e da prova de Medicina da Ufpa sem responder questão nenhuma, por motivos que só eu, ele e claro, a irmã, sabíamos, na época.
No canto da página, a correção do professor de redação, em canetinha verde:
"Ursinho Pooh, não fique triste, tudo acontece por um motivo e eu vou estar ao seu lado no dia que isso tudo passar".
De todos os partidos que tomei, ou que tomaram por mim nessa vida, esse sem dúvida, foi o mais importante.
O fato é que das pouquíssimas pessoas que fizeram isso por mim (leia-se, em defender contra tudo e todos quando realmente não deveriam fazer isso) foi um professor de redação do convênio.
Do meu lado em todos os momentos importantes bons ou ruins que se sucederam na minha vida no período de 2002 a 2004, ele me ensinou muito mais do que me expressar corretamente em 35 linhas, me deu apoio e lições de vida.
Hoje, eu estava num daqueles dias de dirigir sem rumo, pensar no ano que passou, meus erros, e tudo o que eu espero realizar nesse ano que entra.
E se eu me desligo um instante, os pneus do carro andam sozinhos até aquela esquina.
Rui Barbosa com a Nazaré. Apesar do novo prédio construído na esquina e de outras modificações ao longo desses 7 anos, eu ainda sinto o mesmo cheiro do pastel de queijo da Padaria Combate da José Malcher e do clima daquela noite de 2003.
Lembro da noite seguinte quando cheguei chorando na casa deste mesmo professor, chamaremos de Marcelo, contando o que havia acontecido, sem saber o rumo que minha vida tomaria depois dali.
Entrei de novo no carro e dirigi até a casa dele.
Não é a mesma casa de 7 anos atrás. Nem o mesmo endereço.
O abraço e o sorriso ao me ver sim, é o mesmo.
Quando contei pra ele do doutorado no Japão, ele riu.
"Teu dia continua tendo 36 horas, Allice..."
"48, eu acho...", ele ri.
"Não devias ter desistido da engenharia militar..."
"Eu sei... Mas eu desisti de tanta coisa, né Marcelo?"
E ele me olhou com os mesmos olhos de única pessoa que entende o que se passa na minha cabeça... desde 2003. O único que nunca me julgou, que nunca me achou fraca, nem desistiu de mim.
"Marcelo, eu nunca te agradeci..."
"Pelo quê, Allice?"
Na minha carteira, sempre comigo, uma redação de 6 anos atrás, uma confissão de uma menina de 17 anos que tinha fugido da prova do ITA e da prova de Medicina da Ufpa sem responder questão nenhuma, por motivos que só eu, ele e claro, a irmã, sabíamos, na época.
No canto da página, a correção do professor de redação, em canetinha verde:
"Ursinho Pooh, não fique triste, tudo acontece por um motivo e eu vou estar ao seu lado no dia que isso tudo passar".
De todos os partidos que tomei, ou que tomaram por mim nessa vida, esse sem dúvida, foi o mais importante.

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