domingo, 25 de outubro de 2009

Pausa para a marcha nupcial.


Hoje foi dia de casamento.
E é estranho ver uma amiga sua, que você viu crescer, que tem a mesma idade que você... Casando!
Te dá a sensação bizarra de 'tapa na cara': Hora de acordar e começar a trilhar uma vida.
Não me vejo passando por todas essas etapas.
Não me vejo em um vestido branco, entrando em uma igreja e sorrindo para os convidados.
Nem planejando uma miniatura minha de resina em cima de um grande bolo branco.
E me preocupo com isso.
Me preocupo com o padrão de relacionamentos humanos que construí pra mim ao longo destas 2 décadas e pouquinho.
Eu deveria ter planos? Eu deveria ter preocupações?
Será que é errado só se deixar ser feliz por hoje, e amanhã.... bom, o amanhã, eu mesma não sei se quero ter o que esperar dele.
Aí cheguei em casa e lembrei que estou feliz.
Quem sabe um dia eles não constroem uma escada que vai me levar a algum lugar?
E fica tão mais difícil escrever um texto decente quando se está feliz...
Acho que eu tô o que todo mundo costuma a chamar de... boba. Que bom!

sábado, 24 de outubro de 2009

Das Voltas - Parte 3 - O mercado.

Eu e a irmã tínhamos milhares de brincadeiras só nossas.
Tínhamos apelidos para as pessoas, palavras que resumiam fatos inteiros e quando conversávamos, podíamos ter 20 pessoas ao lado que ninguém entenderia nada.
A irmã sem dúvida foi e vai ser por muito tempo, a alma que chegou mais próxima da minha, e por isso, ainda hoje é tão difícil aceitar que ela não está mais perto de mim, mesmo que fisicamente esteja.
Enfim...

Uma de nossas coisas ridículas de pré-adolescente era o Desenho do mercado.
De tempos em tempos, desenhávamos uma feira no Photoshop. Naquele tempo éramos a síntese do que se podia chamar de meninas populares, lembro que a irmã recebia cartas, declarações e nos divertíamos muito com isso, sempre.
No desenho do mercado, colocávamos em barraquinhas a cabeça de todos os meninos que gostavam de nós, para "vendê-los" colocávamos as pessoas que apoiavam que ficássemos com o indivíduo, e do lado de fora da barraca, quem não queria.
Era uma coisa ridícula, olhando assim, mas realmente nos divertíamos muito montando as barracas e mais divertido era falar depois: Vi o Sr. Cenoura hoje!

Não preciso dizer que nas barracas da minha irmã só existiam legumes japoneses.
Nas minhas sempre aparecia um ou outro de algum pobre coração nipônico que eu havia partido, e do lado de fora eu colocava o desenho da minha própria consciência, dizendo: "Allice, esse não!"
Lembro que num dos últimos desenhos que fizemos, e que agora está aqui, aberto na tela do computador, havia um menino de olhos puxados que eu ainda não conhecia.

"Irmã... quem é esse?"
"Ah, é um amigo do Sérgio, ele é bem legal, e bonitinho"
"Hum... e tu mesmas apóias ele... gostastes dele foi?"
"Sim, Allice"
"Irmããã... outro japonês? Sai dessa vida, e esse é feio, sério... Me põe do lado de fora dessa barraca que esse aqui eu não quero ele pra cunhado, não"

Ela, muito a contragosto, colocou do lado de fora dessa barraca a minha imagem, e dali alguns dias eu conheci o legume em questão.
Legal, sim... mas a irmã acabou não dando mais esperanças pra ele. E eu lembro como achei ele mariquinhas e panaca, quando eu o vi ir embora chorando.

É estranho lembrar desse dia.
Por que eu lembro tão nitidamente, de um fato que teoricamente não teria importância nenhuma na MINHA vida. Mas mudou ela pra sempre.
E se hoje eu pudesse refazer aquela montagem, com certeza não estaria do lado de fora da barraca, e sim dentro dela... Fazendo a melhor promoção possível pra ajudar a vender o legume japonês, que eu fui a responsável, em parte, pela eliminação.

Mas isso eu só entendi 6 anos depois... Mas antes disso, parte 4... A minha maior perda.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Das Voltas - Parte 2: Éramos sete.

Sim, havíamos nos conhecido ali.
Em comum? Muito pouco.
Gostávamos de sair andando pelas ruas da cidade e contar nossas vidas uma para a outra, lanchar ali, um cinema aqui. Um grupo totalmente normal, se não fosse a diversidade de cabeças dentro dele.
Eu e minha irmã, com 16 e 17 na época. Sonhávamos em ser arquitetas e abrir nosso escritório juntas.
Haviam 2 do Colégio Nazaré, um colégio da classe alta de Belém. Alguns anos depois uma viraria de fato uma arquiteta e a outra publicitária.
Uma estava na faculdade de fisioterapia, outra era musicista... a mais velha de nós.
A última sonhava em fazer Medicina (Hoje, esta no último ano).

Dentre as inúmeras coisas que me faziam amá-las, haviam muito poucas que me incomodavam... Aqui está a principal.
Depois daquele agosto de 2003, de nós 7, 5 estavam namorando, tinham acabado de terminar ou começariam a namorar em pouquíssimo tempo... Meninos japoneses. A 6ª estava apaixonada e não era correspondida, por um... japonês.
E havia a 7ª, eu.

A coisa me incomodava tanto que eu comecei a criar uma espécie de raiva gratuita, e ela aumentava a cada episódio que algum deles fazia alguma delas sofrer, ou mesmo quando eles eram passados de uma pra outra, como uma herança. Esse fascínio absurdo era demais pra minha cabeça. Quando elas vinham me contar algo e eu ouvia no meio algum nome com muito S, K ou H, eu automaticamente bloqueava o assunto.

Até o dia em que eu perdi minha 'nirmã'. Por causa de um japonês.
Minha raiva atingiu os níveis absurdos e extremos que poderia alcançar. Eu jurei odiar qualquer ser humano de olho puxado que cruzasse minha frente dali em diante (Só dali em diante, afinal à essa altura do campeonato, eu já tinha pelo menos mais de 20 amigos com alguma descendência).

Mas antes de eu perder a nirmã, lembro bem de um costume que era só nosso e que gostávamos muito: O Desenho do mercado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Das Voltas - Parte 1 - Um dos melhores dias da minha vida.

Voltemos a 03 de agosto de 2003.

Seria mentira se eu escrevesse aqui dizendo que acordei e senti que aquele dia seria diferente, não, eu já não lembro tão bem assim.
Lembro que eu estava ansiosa. Minha irmã tinha essa mania por 'troços japoneses', como eu dizia na época, e depois de ver o cartaz no shopping avisando que teríamos um festival em nossa cidade, surtou. Nós tínhamos que ir... à carater.

Tínhamos passado a última semana inteira arrumando nossas roupas brancas e azul marinho de colegiais japonesas, e mesmo achando aquilo tudo uma bobagem enorme, lá estava eu vestindo minha meia até o joelho e a sainha pregueada.

Do que eu pensava que seria uma bobagem enorme, foi o primeiro dia do resto da minha vida. Das horas que passei no festival, conheci aquelas que viriam ser, até hoje, a maior parte das pessoas mais importantes da minha vida.

Claro que na época, eu não podia saber disso. Mas saí de lá cheia de novas amizades e com um namorado americano o que àquela altura dos meus 16 anos já era algo bem grande.

Tirando outras consequências deste dia que posteriormente aparecerão por aqui, eis a principal: O surgimento das 7.

Éramos 7 meninas diferentes, nascidas em estados diferentes, estudando em escolas diferentes, com idades e vidas diferentes. Mas em algum lugar lá em cima, alguém disse que seríamos amigas pelo resto da vida. E assim é... ou pelo menos, pra maioria de nós.

Mas isso não é só uma história de como surgiu uma amizade. Ela serve de base para a grande volta que eu vivi hoje, e que até agora não sei se quero chorar... ou sorrir.

Mas daqui, é importante saber que nós 7, não éramos um grupo de amigas qualquer. Nòs tínhamos particularidades que nos faziam únicas. O que nos leva à parte 2: As sete.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Raindrops.

Raindrops keep falling on my head
I'mjust like the guy whose feet are too big for his bed,
Nothing seems to fit... Oh!
Those raindrops keep falling on my head...
They keep falling.


Hora então de mandar a chuva embora.

Cause I'm never gonna stop the rain by complaining, because I'm free...