segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vibe de barzinho.

Confesso, acordei achando tudo indiferente
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa, sendo eu tão inconstante


Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas
Mas eu sempre quero mais

É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego,
Eu não te deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta
É como olhar pra trás
Não vou mentir
Nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo,
Eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade
Mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo
Ou não volte mais...

Ele sempre me passa a perna.

Já havia tomado uma dose de Montilla, sentada em seu próprio mundo mais cedo.
Quando o celular tocou, ela sabia que era um convite.

Chegou no novo lugar e sentou-se em uma mesa de estranhos, rapidamente sendo apresentada a todos eles, percebeu que não eram tão estranhos assim, com a maioria, ela tinha 2 ou 3 amigos em comum, e muito provavelmente já os tinha visto em reuniões e aniversários, muito típico da cidade onde vivia.

Mais Montilla.

De repente, um nome pronunciado esfriou sua espinha. Tentavam ligar pra ele, para que ele se juntasse ao grupo.
Talvez tenha sido a força do pensamento dela, ou alguém lá em cima que resolveu colaborar dessa vez, ele não atendeu o celular.

- Deve estar com a Sofia - alguém falou.
- Nunca esperava que eles fossem namorar - outro disse.

Dessa vez o arrepio foi maior. Ela também não esperava. E de repente ele era o assunto da mesa, o quanto ele lutou pra estar com Sofia e o quanto os dois se completavam.
Desesperadamente, ela precisava ir no banheiro, mas suas pernas não se mexiam. Chamou o garçom e pediu mais uma Montilla, ele disse que não estava atendendo aquela mesa.

Sem muita agilidade, arredou a cadeira e foi até o bar. Não sabe com quanta falta de agilidade fez isso, muito mais pelo impacto da notícia do que pela própria bebida, mas alguém levantou-se também e andou com ela até o bar, encostando-se no balcão.

- Aconteceu alguma coisa?
O peito de ferro esquentava por dentro, como poucas vezes o fazia, contratando com o frio toque do mármore do balcão em sua cintura.
- Não, tá tudo bem - pegou o novo copo de Montilla e virou de uma vez só.

- Olha, eu realmente preciso ir - ela disse pegando a chave do carro e colocando um resto de dinheiro no bolso.
- Eu sei que farias ele mais feliz do que ela, era tudo o que eu queria te dizer.

De repente congelou. Ali estava um estranho, alguém que ela acabara de conhecer, como ela podia ter pensamentos tão transparentes assim?

- Ele me contou - ele interveio como se adivinhasse.
- Ah... - ela soltou num muxoxo.
- Olha, talvez tenha sido a coisa errada, na hora errada...

Ela o interrompeu, e olhou para as gotas de água que molhavam o balcão do bar.
- Não se preocupe, ele sabe ser feliz com quem quer que seja.

Virou-se e saiu.
Deixou junto com as gotas do balcão, os últimos pedacinhos do que lhe restava de um coração que insistia em se apaixonar.

sábado, 29 de agosto de 2009

Don't Stop Me Now.

I'm a rocketship on my way to Mars,
On a colision course,
I'm a satellite, I'm out of control...

E de repente, me deu saudades do Khay.

O homem perfeito (ou não).

"I've been searching for a man
All across Japan
Just to find, to find my samurai
Someone who is strong
But still a little shy
Yes I need, I need my samurai..."

Já havia se passado 5 meses.
5 meses que a minha companhia masculina mais próxima realmente era o pirata da garrafa de Montilla. Não, eu não estava satisfeita comigo.

Me perguntava onde estava o erro. Digo, não sou tão chata assim. Falo 3, quase 4 línguas, mestrado, segunda faculdade, com carro, salário razoavelmente bom, semi-independente.
Um dia, me dei conta.
Eu era feia, muito feia. Repulsiva é a palavra, e não, eu não encontrava outra explicação. Nasceu a história da 'deformidade facial severa' e todas as outras situações engraçadas que dela derivaram.

Eu já andava cansada de ser o cara que acompanhava meus amigos na balada, a amiga que vigiava as bolsas, o brother que os meninos só ligam pra chamar pro futebol de domingo.
Num fim de semana, joguei tudo pro ar, desmarquei uma viagem com amigos e pé na estrada.

Eu o conheci durante a viagem, e não foi de uma maneira muito convencional. É a parte mais engraçada e que talvez seja assunto pra outro post, por que definitivamente, é uma noite da qual quero me lembrar por muito tempo.

Ele era bonito, muito. De uma forma a qual eu nunca tinha estado tão perto. Era o melhor abraço também.
Mas a noite acabou e eu saí daquela festa só com a lembrança de uma noite maravilhosa.
Por mais uma outra carga de coincidências e acidentes que fizeram tudo parecer tão certo, afinal mal havíamos trocado nossos nomes, 4 dias depois, meu celular toca no meio da madrugada e era ele.

São histórias que você custa a acreditar e que acha que nunca vão acontecer com você. Mas aconteceu comigo, e por alguns dias eu vivi tudo o que se pode esperar de uma grande história que caminha para um final feliz.

Assistimos o pôr-do-sol abraçados, eu ouvi coisas que há muito gostaria de ouvir de alguém, e nada mais parecia me importar tanto.
Por 1 semana.

Não sei se essas coisas aconteceram na minha vida pra provar que talvez eu nem sofra da deformidade facial severa, ou se algum anjo traquinas quis me dar o gostinho da felicidade por 7 dias e me tirar logo em seguida, me devolvendo ao tédio da minha vida normalzinha.

O fato é que eu estraguei tudo. Ou tudo já estava estragado e eu não queria ver.
Esse meu medo de me apegar; a necessidade de deixar claro que eu sou assim, meio solta na vida, acabaram levando embora alguém que certamente valeria a pena.

Olhando agora, eu vejo que ele foi mais perfeito ainda.
Mais perfeito, por que além das lembranças, grandes lembranças, ele me deixa a lição que melhor do que saber deixar as pessoas partirem é saber deixar elas permanecerem caso queiram.
E eu não sei.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Palavras pequenas...

Desculpa.

Não há palavra mais cheia de significado, nem tão vazia.
Você pode 'dar' desculpas, como quem dá uma justificativa para fazer ou não algo.
Pode ser um pedido despretensioso, de alguém que pisou por acidente no seu dedão.

Pode ser um pedido real de alguém que realmente se arrependeu.
Pode ser o ato de perdoar e esquecer tudo o que aconteceu.

Ou pode ser apenas uma palavra pronunciada, que tenta ter algum dos significados acima... todos... e acaba não tendo nenhum.

A de hoje, significado nenhum.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Deja vu.

E hoje me veio aquele estranho apertão no estômago, de viver outra vez o que nunca vivi.
De repente você está no olho do furacão e qualquer atitude ali, muda tudo.

Eu estava tão próxima dele. Mas eu já estive outras vezes.
Essa era diferente, tenho certeza... Mas veio o passado e a sensação estranha me deu um tapa bem no meio do peito. E lá estava eu, longe, bem longe... fora do alcance. Melhor assim.


No mais, a vida vai indo. Mestrado voltou, é hora de enfrentar a vida real.

É hora de parar com as bebedeiras homéricas e as coisas boas e ruins que ela traz.

Coisas boas como provar pra mim mesma que posso subir o viaduto na 4ª marcha (coisa que meu eu normal nunca faria).
E coisas ruins como dizer a alguém que realmente importa: 'O meu eu normal não quer mais falar com você'.

Aí a bebida passa. Pro 'eu normal' só fica o arrependimento, de ter perdido assim, na 4ª marcha, alguém que realmente importava.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Potato ou Pornstar?

Ok...

Você saiu de um longo namoro.
Mas os meses foram passando.
Depois de dezenas de semanas de choro, "aquele fdp" pra cá, "aquele miserável" pra lá, a dor... passa.
Você respira aliviada, e ufa! A pior fase... passou.

HUGE MISTAKE, baby.

Por que vem aí... a reconstrução da sua vida social.

O lance parece simples. Você era uma pessoa adorada, tinha milhõões de amigos e ficar sozinha em casa era algo inimaginável.

Até você começar a namorar.

I mean, início de namoro, fase grude, de adaptação... É normal sumir for a while.
Mas seu namorado é um chato. E alguns meses depois você É o braço chato do seu namorado chato.
E se passam 2 anos. E mais os meses da recuperação.
Aí no dia que você resolve abrir seu armário e desencaixotar toda aquela maquiagem de caça, você se dá conta...

Com quem você vai sair mesmo?

Você passou os últimos 24 preciosos meses da sua vida assistindo filmes no sofá da sala com um balde de pipoca no colo. Você está alguns quilos mais gorda e numa proporcionalidade cruelmente inversa, sua lista de contatos, emagreceu.

Eu estou atravessando esta fase, e aprendendo aos poucos que talvez ela até tenha um lado divertido.
É bom ver o quanto seus amigos mudaram, o quanto o mundo girou quando você estava parada e aprender uma grande lição.
É bom reencontrar a si mesma quando você acha no fundo do armário aquela blusa vermelha que você usava quando queria impressionar, e tudo o que ela lhe lembra.

Claro, há os chocolates nervosamente convertidos em calorias, a ansiedade novamente de esperar ligações que talvez nunca venham e a difícil tarefa de reaprender o joguinho do amor.

Mas se até o sofrimento tem seu encanto... por que tudo isso não teria?
Ah.. o título da postagem??
É dessas bobagens que você acaba encontrando na internet enquanto pensa na vida, come um chocolate, espera o celular tocar, pensa onde vai a noite ou posta no blog... ou tudo isso junto.