Sim, havíamos nos conhecido ali.
Em comum? Muito pouco.
Gostávamos de sair andando pelas ruas da cidade e contar nossas vidas uma para a outra, lanchar ali, um cinema aqui. Um grupo totalmente normal, se não fosse a diversidade de cabeças dentro dele.
Eu e minha irmã, com 16 e 17 na época. Sonhávamos em ser arquitetas e abrir nosso escritório juntas.
Haviam 2 do Colégio Nazaré, um colégio da classe alta de Belém. Alguns anos depois uma viraria de fato uma arquiteta e a outra publicitária.
Uma estava na faculdade de fisioterapia, outra era musicista... a mais velha de nós.
A última sonhava em fazer Medicina (Hoje, esta no último ano).
Dentre as inúmeras coisas que me faziam amá-las, haviam muito poucas que me incomodavam... Aqui está a principal.
Em comum? Muito pouco.
Gostávamos de sair andando pelas ruas da cidade e contar nossas vidas uma para a outra, lanchar ali, um cinema aqui. Um grupo totalmente normal, se não fosse a diversidade de cabeças dentro dele.
Eu e minha irmã, com 16 e 17 na época. Sonhávamos em ser arquitetas e abrir nosso escritório juntas.
Haviam 2 do Colégio Nazaré, um colégio da classe alta de Belém. Alguns anos depois uma viraria de fato uma arquiteta e a outra publicitária.
Uma estava na faculdade de fisioterapia, outra era musicista... a mais velha de nós.
A última sonhava em fazer Medicina (Hoje, esta no último ano).
Dentre as inúmeras coisas que me faziam amá-las, haviam muito poucas que me incomodavam... Aqui está a principal.
Depois daquele agosto de 2003, de nós 7, 5 estavam namorando, tinham acabado de terminar ou começariam a namorar em pouquíssimo tempo... Meninos japoneses. A 6ª estava apaixonada e não era correspondida, por um... japonês.
E havia a 7ª, eu.
A coisa me incomodava tanto que eu comecei a criar uma espécie de raiva gratuita, e ela aumentava a cada episódio que algum deles fazia alguma delas sofrer, ou mesmo quando eles eram passados de uma pra outra, como uma herança. Esse fascínio absurdo era demais pra minha cabeça. Quando elas vinham me contar algo e eu ouvia no meio algum nome com muito S, K ou H, eu automaticamente bloqueava o assunto.
Até o dia em que eu perdi minha 'nirmã'. Por causa de um japonês.
Minha raiva atingiu os níveis absurdos e extremos que poderia alcançar. Eu jurei odiar qualquer ser humano de olho puxado que cruzasse minha frente dali em diante (Só dali em diante, afinal à essa altura do campeonato, eu já tinha pelo menos mais de 20 amigos com alguma descendência).
Mas antes de eu perder a nirmã, lembro bem de um costume que era só nosso e que gostávamos muito: O Desenho do mercado.
Até o dia em que eu perdi minha 'nirmã'. Por causa de um japonês.
Minha raiva atingiu os níveis absurdos e extremos que poderia alcançar. Eu jurei odiar qualquer ser humano de olho puxado que cruzasse minha frente dali em diante (Só dali em diante, afinal à essa altura do campeonato, eu já tinha pelo menos mais de 20 amigos com alguma descendência).
Mas antes de eu perder a nirmã, lembro bem de um costume que era só nosso e que gostávamos muito: O Desenho do mercado.

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