sábado, 12 de setembro de 2009

Gira , mundo!

Eu estava sentada, desenhando.
Quando o celular tocou, me assustei duas vezes. Pela interrupção dos meus traços e pelo nome no visor.
De qualquer ligação no mundo que eu pudesse esperar numa manhã de sábado, essa era a última.

(...) Pausa para flashback (barulho de Rewind - Stop em 2001)
Você era apaixonada pelo carinha, há, digamos... 8 anos atrás?
Só uma amiga sua sabia, e ela promete te ajudar.
Num dia x, você no auge da empolgação teenager vai ao cinema com o carinha E a sua amiga.
Só que no meio do filme, você olha pro lado E a sua amiga está beijando o carinha.

Vaaaaaca!
*Um coração teenager partido, fim do flashback, da amizade e nascimento da primeira vaaaaca da qual tenho recordação*

Não preciso dizer que ela foi exilada do meu convívio social, ele idem, não que ele tenha tido culpa, afinal não sabia de nada. But... C'mon... I was fifteen!

*De volta para o futuro*

Atendi o telefone, e não que não tivesse mais falado com ele nos últimos 8 anos, mas sempre orkut, msn... confesso que a ligação supreendeu.


- Que estás fazendo, Allice?

- Hum... desenhando...
(Resposta estúpida! Eu devia ter inventado algo melhor... Tem coisa menos glamourosa do que passar a manhã de sabado dobrada sobre um caderno desenhando bichinhos que só existem na sua imaginação?)

- Quer dar uma volta?

*Silêncio infinito...*

- Pode ser.

Lá pelo início da tarde lanchamos, fomos ao cinema e ele me levou para olhar as lojas de brinquedos (Afinal, ele me conhece há mais de 8 anos, ele sabe o que eu gosto!).

E 8 anos depois... ele tentou me beijar *Insira uma risada maquiavélica qualquer aqui*

Não, eu não fiquei feliz. Era um semi-estranho que me ligou não sei o porquê e de repente super se achou no direito de dar em cima de mim... trouxa. É o candidato a mais novo contato bloqueado no meu msn (Sim, odeio trouxas).

E contrariando o meu eu-interior de 15 anos, eu não o beijei. Mas poderia ter beijado. Isso se passeando pelo shopping estivesse a vaaaaaca. Aí sim, eu agarraria ele pelo meio da cintura e tascaria o beijão.
- Olha o que eu faço com seu primeiro namorado... (Sim, eles namoraram, por 1 ano e 7 meses...)

Se existe essa tal justiça terrena, é nessas pequenas dobras da vida que ela se materializa.
Isso sim, teria me feito feliz. Sim, sou uma pessoa pequena, mesquinha, infantil e sinto praticamente orgasmos múltiplos e infinitos fazendo artimanhas amorosas da 6ª série.

Se esse tal de amor profundo e verdadeiro não me acha, sejamos então profundos como uma colher de sopa... os românticos sempre são os perdedores afinal, como aquela menina de 15 anos que viu a amiga beijar o 'seu carinha' no cinema...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hoje.

Depois de uma manhã de 'Esfregando-na-sua-cara-como-você-é-incompentente', o que se sucedeu hoje foi uma sequência de grandes erros.
Em mais um episódio da minha odisséia "Como perder amigos e afastar pessoas", aconteceu em uma hora tudo o que não poderia me acontecer.
Perdi o controle, escrevi aquele post, peguei o carro, bati o carro e... nada disso adiantou, tudo continua como estava.

A vontade agora? Pegar minha maletinha e voltar pra Minas.
Não é de hoje que eu sei que essa faculdade, esse mestrado, de nada adiantam se minha cabeça continuar tão deep in blue.
E isso é tudo o que eu queria hoje.
Ou só um abraço amigo, talvez resolvesse...

Mas é mais fácil ir até o aeroporto e preparar minha faixa BH, I'll be back.
Hoje devia ser um dia especial.
É minha primeira aula, a primeira aula que vou ministrar para alunos de graduação e só eu sei o quando estava empolgada por isso.
Mas depois de tudo o que eu vi e aconteceu hoje, chega.

A vontade que eu tenho agora é pegar meu carro e dirigir pra longe e não parar tão cedo. Uma vontade de gritar imensa e de abandonar tudo pra trás.
Chega, eu oficialmente estou abandonando essa minha vida ede hoje em diante nada mais importa, mesmo.

E sim, eu preciso gritar, eu preciso chorar, eu preciso ir no meu lugar só meu. E é pra lá que eu vou depois de dar aula... só eu sei como.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Holidays Part II - I quit.


Definitivamente, meu lugar não é aqui.

Holidays Part I - Missing her

Por que sempre que tenho que fazer algo, ou voltar em algum lugar sem ela pela primeira vez, é impossível não sentir.

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

E com certeza, nos nossos planos estava 'nunca abandonar'.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

They (L) me, F.C.

Quando as pessoas me perguntam por que às vezes eu me tranco em meu mundinho, a resposta é muito simples.

Todas as vezes que eu saio, coisa boa não sai junto.

Lembro o que um amigo me disse certa vez: As pessoas, Allice, tem que aprender a resolver seus problemas. Você não vai estar lá sempre pra evitar que elas sofram'. Mas se eu pudesse ajudar, por que não? Bem, hoje eu entendo o porquê.

Me pergunto onde foi que as pessoas perderam o plug-in 'Aceitar a verdade'.
Você é uma ilustre desconhecida, que infernizou o namoro da minha melhor-amiga-sempre e tomou o namorado dela. Você me pergunta o que eu acho de você...
Eu respondo?
Vaca. Simples assim.

Você é minha amiga. Você namorou 7 meses com um amigo meu, você fez ele sofrer 7 meses... Por mais minha amiga que você seja, em 5 segundos você vira?
Vaaaca.

São pensamentos óbvios, e para mim, se alguém me pergunta o que eu acho de você, eu não posso responder: "Aquela menina linda..."

É assim que vários troféus são adicionados na parede do They (L) me F.C.

Mas a importância disso? Nenhuma.
São pessoas que realmente não deviam talvez, nem ter passado pela minha vida, mas pelo menos, me deixaram grandes lições, como por exemplo, fique calada, no matter what happens.

O grande evento de hoje, sem dúvida, é o fim da história das borboletas.
Hoje, elas se vão. For good.
Se eu venho dizendo pra mim mesma que não tá doendo tanto (por que realmente acho que não está), hoje eu verei.

Noite para se lembrar? 02/09/09.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Tia do Báteman.


Por que bem lá no fundo tem uma ponta que dói.
Mas é lá no fundo mesmo, e hoje não é dia pra mergulhar nessa. Eu normalmente nunca saio desse lago muito rápido.


Hoje é dia de começar a botar a mão na massa por aqui pelo mestrado, não que eu esteja lá muito feliz com isso.
O importante é que eu estou... uma pontinha orgulhosa de mim mesma, sim, por que não?
Depois do meu super kapow de domingo...

Estamos aqui, em plena terça feira e eu...


... Tô legal.
É, pasme, eu tô legal.

Digo, ok, você passa 2 anos e meio apaixonada por um tiozinho, termina seu namoro por ele, leva o maior fora da sua vida e é meio óbvio que a sequência da derrocada seria ver ele com uma namorada.


Querendo ou não, tenho mantido minha cabeça ocupada (com vaquinhas malhadas e plantações de mantira), mas enfim, ajuda.
Tudo o que eu queria agora era ter sido mais firme desde o início.
Queria não ter dado crédito às minhas baboseiras românticas, ter feito o que fiz nos últimos meses há mais tempo.



Essa semana é uma prova de fogo. E se eu chegar ao fim dela sem chorar, não choro mais.
E isso sim, é uma boa promessa para se fazer a mim mesma.


P.S.: A presença do Báteman neste post é meramente ilustrativa e nada tem haver com meu estado mental ou emocional atual... Mas que saudade da feira da fruta!



Update (14:29): Chorar não. Mas não consigo tratar ninguém bem, também.
É patada atrás de patada... KAPOW!