
Toda criança tem um sonho que responde à pergunta: "O que você vai ser quando crescer?".
A minha resposta, sempre estava na ponta da língua - Bailarina! - e vinha semre acompanhada de uma pirueta.
Mas o tal do doutor Kobayashi-Katayama-Komatsu (I don't remember) me disse que era impossível por causa da diferença de tamanhos entre minhas pernas e esse foi o primeiro japonês que eu odiei na vida (Hoje a lista inclui as velhas conhecidas de outros blogs: O tal Ishii; A real Samurai e A Vacajabonesa).
Depois de alguns dias de profunda auto-análise infantil eu já tinha minha nova resposta: Arquiteta!
Eu cursei meu fundamental, meu ensino médio todo e... Você vai fazer vestibular pra quê, Allice? Arquitetura!
Mas aí veio o dia da inscrição... vontade dos pais, pressão no cursinho, uma mente de 16 anos tão forte quanto um galho seco... Medicina!
Minha excursão pela medicina foi uma lástima, e acabou incluindo a Medicina Veterinária, a qual adotei pra minha vida já há quase 6 anos.
Mas ano passado, quando ouvi meu nome no listão de Arquitetura, era como se eu pudesse ter tudo outra vez.
É claro, já não faz mais o mesmo sentido que tinha para aquela menina que não podia ser bailarina.
Pra ela, a arquitetura seria ficar pra sempre ao lado da irmã fazendo o que as duas mais gostavam... criar.
Hoje, pra mim é uma paixão. É sentar, pegar o papel e caneta e esquecer do mundo. É recriar, num pedacinho de papel, o sonho que ficou lá atrás e uma pontinha da felicidade que ele devia ter me trazido.
Hoje voltei à Arquitetura. Hoje já me sinto mais leve. Apesar de ver minha nirmã passar pelos corredores e não poder abraçá-la, estar ali faz com que eu me sinta mais eu, e não o arremedo de mim mesma, que me tornei ao longo dos anos.
Hoje o professor me usou como exemplo, de alguém que quer a arquitetura pelo motivo mais simples de todos, a sensação de afeto que a profissão lhe traz. E ele acertou. Por mais que eu nunca consiga ser de fato uma arquiteta, a sensação de poder tentar é algo que me faz alguém melhor. Tudo por amor aos riscos, ao papel em branco, aos tijolos que constroem poesias e à forma que espelha a alma.
Que venha mais um semestre dessa paixão, que desde o primeiro reencontro, já me faz tão feliz assim.
A minha resposta, sempre estava na ponta da língua - Bailarina! - e vinha semre acompanhada de uma pirueta.
Mas o tal do doutor Kobayashi-Katayama-Komatsu (I don't remember) me disse que era impossível por causa da diferença de tamanhos entre minhas pernas e esse foi o primeiro japonês que eu odiei na vida (Hoje a lista inclui as velhas conhecidas de outros blogs: O tal Ishii; A real Samurai e A Vacajabonesa).
Depois de alguns dias de profunda auto-análise infantil eu já tinha minha nova resposta: Arquiteta!
Eu cursei meu fundamental, meu ensino médio todo e... Você vai fazer vestibular pra quê, Allice? Arquitetura!
Mas aí veio o dia da inscrição... vontade dos pais, pressão no cursinho, uma mente de 16 anos tão forte quanto um galho seco... Medicina!
Minha excursão pela medicina foi uma lástima, e acabou incluindo a Medicina Veterinária, a qual adotei pra minha vida já há quase 6 anos.
Mas ano passado, quando ouvi meu nome no listão de Arquitetura, era como se eu pudesse ter tudo outra vez.
É claro, já não faz mais o mesmo sentido que tinha para aquela menina que não podia ser bailarina.
Pra ela, a arquitetura seria ficar pra sempre ao lado da irmã fazendo o que as duas mais gostavam... criar.
Hoje, pra mim é uma paixão. É sentar, pegar o papel e caneta e esquecer do mundo. É recriar, num pedacinho de papel, o sonho que ficou lá atrás e uma pontinha da felicidade que ele devia ter me trazido.
Hoje voltei à Arquitetura. Hoje já me sinto mais leve. Apesar de ver minha nirmã passar pelos corredores e não poder abraçá-la, estar ali faz com que eu me sinta mais eu, e não o arremedo de mim mesma, que me tornei ao longo dos anos.
Hoje o professor me usou como exemplo, de alguém que quer a arquitetura pelo motivo mais simples de todos, a sensação de afeto que a profissão lhe traz. E ele acertou. Por mais que eu nunca consiga ser de fato uma arquiteta, a sensação de poder tentar é algo que me faz alguém melhor. Tudo por amor aos riscos, ao papel em branco, aos tijolos que constroem poesias e à forma que espelha a alma.
Que venha mais um semestre dessa paixão, que desde o primeiro reencontro, já me faz tão feliz assim.

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